Páginas
Praça São Francisco, São Cristovão- SE
Praça São Francisco, São Cristovão-SE. Patrimônio da Humanidade
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
O Nordeste e a Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional
Ricardo
Lacerda
Nos próximos dias 26 e
27 realizar-se-á no auditório da Didática V da UFS a rodada de Sergipe da I
Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional. O evento é promovido pela
Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional (SNDR), do Ministério da
Integração, com o objetivo de levantar subsídios para reformular a Política
Nacional de Desenvolvimento Regional.
Segundo o
texto de referência, elaborado pela SNDR, a proposta de construção da política
regional está norteada pelo duplo objetivo de “i. Sustentar uma trajetória de
reversão das desigualdades inter e intrarregionais, valorizando os recursos
endógenos e as especificidades culturais, sociais, econômicas e ambientais; ii.
Criar condições de acesso mais justo e equilibrado aos bens e serviços públicos
no território brasileiro, reduzindo as desigualdades de oportunidades
vinculadas ao local de nascimento e moradia.”
O primeiro
eixo diz respeito ao fato de que, apesar dos progressos apresentados pelas
regiões mais pobres e de menor densidade econômica que têm logrado reduzir a
distância em relação às regiões mais desenvolvidas, as desigualdades entre as
regiões brasileiras e internamente a elas se mantêm muito acentuadas em
praticamente todas as dimensões relevantes. As regiões Norte, Nordeste e, em
menor grau, Centro-Oeste continuam apresentando amplas desvantagens em termos
infraestrutura, base produtiva, renda, escolaridade, ciência & tecnologia e
nos indicadores de educação e saúde. As desigualdades entre os estados de uma
mesmo região também são muito acentuadas.
O segundo
eixo trata das desigualdades de acesso a políticas públicas que penalizam as
populações residentes nas áreas mais pobres.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Crescimento e convergência no desenvolvimento regional
Ricardo
Lacerda
As
desigualdades de níveis de desenvolvimento entre as regiões permanecem muito
amplas no Brasil. Em 2009, o Nordeste respondia por apenas 13,9% do Produto
Interno Bruto (PIB) quando contava com 27,8% da população nacional de 2010,
enquanto a região Sudeste, com 42,1% da população, produzia 54,4% da riqueza.
Entre
1995 e 2009, o Sudeste apresentou o crescimento mais lento entre as regiões
brasileiras, 39,2%, equivalente a uma taxa anual de 2,4%. As regiões Norte,
Centro-Oeste e Nordeste registraram, por ordem, as taxas mais elevadas do
período: 81,3%, 77,8% e 53,4%. A região Sul cresceu 43,7%. Assim, a taxa média
anual do Nordeste atingiu 3,1%, superior às apresentadas pelas regiões mais industrializadas,
Sudeste e Sul, mas inferior às conhecidas pelas regiões que vêm expandindo a
exploração da base de recursos naturais, Norte e Centro-Oeste.
Convergência
Diante
desse diferencial de ritmo médio de crescimento durante um período
relativamente longo, a região Sudeste perdeu 3,7 pontos de participação no
Produto Interno Bruto brasileiro que foram redistribuídos entre as demais
regiões, dos quais 1,6 para o Nordeste, 0,9 para o Centro-Oeste e 0,4 para o
Norte.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
A Independência e a economia
Ricardo
Lacerda
Quando
refletimos sobre os percalços que o Brasil enfrentou e superou ou vem superando
desde o final do regime militar em 1985 encontramos razões substantivas para
acreditar no país. Não é difícil elencar as áreas em que o país avançou e os principais
desafios e as tarefas que são inadiáveis.
Em
1982 o Brasil estava quebrado financeiramente e foi constrangido a assinar o
primeiro dos acordos de resgate com o Fundo Monetário Internacional, da série cuja
vigência se estendeu até 2005. Guardadas as especificidades geográficas e de
período, a situação do Brasil nos anos oitenta e boa parte dos anos noventa não
era muito diversa da que se encontram hoje alguns países do sul europeu, com a
gestão de economia sendo operada, na prática, sob a tutela das agências
internacionais.
A
necessidade de fazer frente ao serviço da dívida externa, contratada nas duas
décadas anteriores, desorganizou a economia brasileira, provocou o descontrole
inflacionário, desestabilizou as finanças públicas e interditou por duas
décadas o crescimento mais vigoroso e sustentado (ver Gráfico sobre a evolução
da dívida externa líquida como proporção do PIB). Não apenas o desenvolvimento econômico
desandou como não se conseguia avançar na área social.
Fonte: Banco Central
Pacto pela
cidadania
A
promulgação da Constituição de 1988 selou um novo pacto nacional e estabeleceu
compromissos sociais para nortear a atuação dos governos.
É
notável o preâmbulo da
Constituição de 1988 em que se afirma a determinação de “...instituir um
Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos individuais
e sociais, a liberdade, a segurança, o bem estar, o desenvolvimento, a
igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade pluralista e sem
preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida na ordem interna e
internacional com a solução pacífica das controvérsias...”.
Estabilização e
desenvolvimento
Nos
anos noventa, a estabilização da inflação e o posterior estabelecimento dos marcos
da gestão macroeconômica foram conquistas fundamentais para os progressos
subseqüentes, ainda que tenham sido acompanhados por concessões e opções que causaram
impactos desestruturantes na matriz industrial e que limitaram a retomada de
taxas de crescimento mais expressivas.
Foi
na primeira década do novo século que o Brasil fez as pazes com o crescimento
econômico, agora em nova feição, compatibilizando prosperidade econômica e
inclusão social. Fatores externos e internos se combinaram para promover o mais
vigoroso período crescimento econômico desde os anos setenta, incorporando ao
mercado de consumo mais de 30 milhões de brasileiros que emergiram para a
chamada Classe C. O Nordeste e Sergipe, especificamente, foram muito
beneficiados no novo ciclo virtuoso de crescimento.
Desafios
Em
meados de 2011, o ciclo expansivo da economia brasileira foi atropelado pelo
agravamento da crise internacional. A resposta do governo brasileiro focou dois
objetivos: impulsionar a demanda interna de modo a assegurar o crescimento nos
próximos semestres a taxas superiores a 3% ao ano para enfrentar com menor dano
possível os efeitos da crise prolongada; estimular as forças de oferta para
tornar a economia Brasileira mais competitiva no longo prazo.
Nessa
última agenda, formou-se quase um consenso a respeito das tarefas fundamentais,
que são custosas e vão demandar tempo e inventividade política: destravar os
investimentos em infraestrutura produtiva; simplificar o sistema tributário e
desonerar o investimento e a produção; reduzir de forma sustentada o patamar
dos juros praticados e desvalorizar o câmbio; fazer valer mecanismos regulatórios
que induzam a redução das tarifas de serviços que afetam os custos industriais;
avançar na desindexação dos preços e tarifas; multiplicar os esforços na
capacitação de recursos humanos com ênfase na área tecnológica e elevar o nível
geral de escolaridade e a qualidade do sistema educacional, sem o que é não é
possível explorar as oportunidades para desenvolver os setores intensivos em
conhecimento.
Na
área social, apesar dos avanços promovidos e da importância de ter focalizado as
ações nos segmentos mais pobres da população, estamos ainda entre os campeões de
desigualdade de renda.
Há
sempre a opção de não se deter nos resultados positivos alcançados, sempre
imperfeitos e muitas vezes inacabados, e prestar mais atenção em nossas mazelas
mais endêmicas, que não são poucas, ou destacar retrocessos incorridos. Essa
posição de questionamento crítico certamente contribui para minimizar
imperfeições e avançar, desde que não se perca a capacidade de reconhecer as
conquistas, pois configuraria um passo em direção a abrir mão delas.
Publicado
no Jornal da Cidade em 09/09/2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
A economia dos juros baixos.
Ricardo
Lacerda
Com
a redução da taxa Selic para 7,5% ao ano na reunião da semana passada do
Conselho de Política Monetária do Banco Central, a taxa de juros real ex-ante atingiu
patamar inferior a 2% ao ano, quando em agosto de 2011 se situava em torno de 7%,
também em termos reais. Foram nove rodadas seguidas que reduziram em 5 p.p. a taxa
básica que remunera o financiamento no mercado interbancário brasileiro
(ver Gráfico).
Ainda
que o custo das operações de crédito para as famílias e empresas não tenha
caído proporcionalmente e se mantenha absurdamente elevado por conta dos spreads bancários praticados, o novo
patamar da taxa básica de juros, muito mais baixo do que em qualquer período posterior
à estabilização da inflação em meados dos anos noventa, trará importantes
implicações para a economia brasileira dos próximos anos.
Fonte:
Banco Central. Extraído da exposição do Ministro da Fazenda na reunião do CDES
de 30/08/2012.
*
Em relação a SWAP –DI de 360 dias.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
O IDH e outros indicadores
Ricardo
Lacerda
O debate sobre desenvolvimento remete aos fundadores da economia
política, desde os fisiocratas e Adam Smith, no século XVIII, a David Ricardo e
Karl Marx, no século XIX. É no século XX, em plena grande depressão dos anos
trinta, que foi elaborado o primeiro indicador abrangente de desenvolvimento dos
países e regiões, o PIB. A medição do Produto Interno Bruto foi desenvolvida
pelo economista Simon Kuznets, em 1934, e foi adotada de forma generalizada
pelos países no após segunda guerra mundial. A série do PIB brasileiro se
inicia em 1947. O PIB e o seu derivado, o PIB per capita, se estabeleceram como
medidas do nível de bem estar das sociedades.
IDH e IPM
O Índice do Desenvolvimento Humano- IDH foi elaborado em 1990 pelo
paquistanês Mahbubul Haq com a colaboração do Prêmio Nobel de Economia Amartya Sen, com o intuito
de focar nas pessoas, e não na riqueza gerada, o parâmetro de avaliação do
desenvolvimento econômico e social. Assim como o PIB eo PIB per capita têm
importantes limitações e imperfeições, dentre as quais duas se destacam: não
levar em conta as desigualdades de renda entre as pessoas e não descontar da
valoração da riqueza os impactos negativos (as externalidades negativas) gerados
pela atividade econômica sobre o bem estar, o IDH também as tem.
Do ponto de vista formal, a
principal limitação do IDH, diferentemente do que ocorre com o PIB per capita, é
que um índice de 0,800 não significa que um país ou estado apresenta o dobro do
desenvolvimento humano de outro com 0,400. Em outras palavras, o
valor do índice em si não tem grande significado, a não ser que o IDH de 0,800
é bem melhor do que o de 0,400. Isso decorre do caráter multidimensional do IDH
que procurou traduzir em um único indicador o poder aquisitivo, o
desenvolvimento educacional e as condições de saúde de uma população. Para
superar tal limitação, foram criadas faixas de IDH indicando se um país se
encontra em situação de alto, médio ou baixo desenvolvimento humano. As faixas
não consideram os valores absolutos do IDH e sim a posição relativa na escala
dos países.
Desde
2010, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em seu
Relatório de Desenvolvimento Humano, vem adotando, ao lado do IDH, o índice de
Pobreza Multidimensional – IPM que confere, segundo a instituição, uma visão
mais adequada das privações que as famílias estão sujeitas, incluindo variáveis
como o acesso a saneamento e as condições ambientais. Atua, portanto, no
sentido de orientar as políticas públicas na superação das privações que afetam
as parcelas mais pobres da população.
IDH Sergipe
A primeira medição do IDH dos estados brasileiros foi elaborada em 1998, com dados fornecidos pelo censo demográfico de 1991, a partir do
cálculo dos IDHs municipais (IDH-M). Em 1991, Sergipe apresentava o IDH-M de
0,597, na 3ª posição do Nordeste, atrás de Pernambuco e Rio Grande do
Norte. Naquele ano, nosso estado se situava em
2º lugar em renda, 3º lugar em educação e 3º lugar em longevidade.
Com os dados do censo demográfico de 2000, o PNUD voltou a calcular o
IDH-M. Sergipe, como os demais estados, avançou nas três dimensões. O IDH-M de
2000 referente a Sergipe alcançou 0,682, mas sua posição no ranking ao longo da
década de noventa recuou para o 5º lugar, com a ascensão da Bahia e do Ceará
aos 3º e 4º lugares, respectivamente. O PNUD efetuou outra medição com dados de
2005, com o IDH de Sergipe atingindo de 0,742, o 2º da região Nordeste, depois
da Bahia.
Em 2009, o Banco Central do Brasil, utilizando a metodologia do PNUD,
calculou a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar os IDHs
dos estados brasileiros referentes ao ano de 2007, mostrando conquistas
importantes. Sergipe apresentou o IDH de 0,770, a 1ª posição no ranking
regional, seguido pela Bahia e Rio Grande do Norte. Sergipe se apresenta como
2º lugar em renda, depois do Rio grande do Norte, 1º em escolaridade e 2º em
longevidade, depois da Bahia. Em 2013, o PNUD publicará o IDH-M com os dados do
censo demográfico de 2010, que poderão ser comparados com os resultados de
2000, também calculado com dados censitários.
Fonte:Boletim Regional do Banco Central do Brasil.
Janeiro de 2009
Do ponto de vista prático, a
ampla disseminação do IDH constitui em ganho importante por que colocou no
centro do debate democrático o desenvolvimento humano e o IDH passou a orientar
as políticas públicas em um número crescente de países. A sua força e a sua
debilidade decorrem de sua simplicidade. Se o IDH permite a comparação entre os
países e regiões, ele se apoia em apenas algumas poucas das variáveis que podem
ser consideradas relevantes na avaliação do desenvolvimento humano.
Com muito caminho ainda a trilhar, Sergipe, a exemplo de outras unidades da federação, vem avançando a passos firmes no desenvolvimento humano, seja quando são consideradas as dimensões do IDH, seja em outras dimensões de privações das famílias mais pobres.
Publicado no Jornal da Cidade em 27/08/2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O pior já passou (?)
Ricardo Lacerda
O
ministro Guido Mantega deve ter respirado aliviado. Na semana que passou foram
publicados indicadores que deram alento ao seu otimismo arraigado. Os dados
sobre emprego e rendimentos referentes ao mês de julho, com base no Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados do MTE, o resultado das vendas no varejo do
IBGE e o Índice de Atividade
Econômica do Banco Central (IBC-Br), referentes a junho, sinalizam que o
mecanismo econômico pode ter começado a operar no sentido de acelerar o
crescimento, depois de meses da baixa rotação que frustrava a esperança de que as
medidas que vinham sendo adotadas tivessem eficácia.
Os resultados de junho e julho podem ser os
primeiros sinais de que o ritmo de crescimento alcançou um patamar sustentado
acima de 3% ao ano, deixando para trás o período de descrença e desânimo dos
agentes econômicos.
Indicadores
A expansão do volume de vendas no varejo atingiu 1,5%
em junho na comparação com maio, livre de efeitos sazonais, no melhor resultado
desde janeiro (ver Gráfico 1). Na
comparação com junho de 2011, o volume de vendas no varejo atingiu 9,5% e nos
últimos doze meses cresceu 7,5%. O mais significativo é que a aceleração do
crescimento nas vendas não se limitou aos setores recentemente incentivados
pela redução de impostos, como alguns analistas apostavam que o resultado de
junho revelaria. A expansão das
vendas no varejo foi abrangente, atingindo nove dos dez setores pesquisados. Aponta-se
que as melhorias nas condições do crédito finalmente superaram os entraves à reaceleração das vendas no
varejo.
O comportamento do mês de junho confirmou que o
consumo das famílias continua sendo uma das forças que empurram para cima o crescimento
econômico, sepultando algumas crenças pouco aderentes com a realidade de que seu
poder de empuxe já teria chegado ao limite.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
100 mil acessos
Na semana que passou, o blog Cenários de Desenvolvimento completou 100 mil acessos desde sua criação em maio de 2008. O recorde de acesso se deu em maio último, 12 mil e quebrados, uma média diária superior a 400.
Atribuo à greve dos sistema federal de ensino superior e, em menor grau, às ferias escolares, a queda abrupta que ocorreu em junho e em julho, quando o acesso diário caiu para a faixa de 120 a 150. Agora em agosto os acessos começam a se recuperar, tendo atingido 280 no dia de ontem. (P.S. 358 acessos no dia 14.)
Enfim, acredito que superados os eventos que contiveram a demanda, retornaremos em breve ao patamar de abril e maio, com possibilidade de retomar a trajetória de expansão dos acessos. Penso que mudanças estruturais no mercado, como o aumento da audiência do facebook frente à visitação de blogs, e restrições do lado da oferta que limitam o crescimento da produtividade do blog, não têm sido os principais limitantes da expansão (rsrsrs).
Gracias a todos!
Atribuo à greve dos sistema federal de ensino superior e, em menor grau, às ferias escolares, a queda abrupta que ocorreu em junho e em julho, quando o acesso diário caiu para a faixa de 120 a 150. Agora em agosto os acessos começam a se recuperar, tendo atingido 280 no dia de ontem. (P.S. 358 acessos no dia 14.)
Enfim, acredito que superados os eventos que contiveram a demanda, retornaremos em breve ao patamar de abril e maio, com possibilidade de retomar a trajetória de expansão dos acessos. Penso que mudanças estruturais no mercado, como o aumento da audiência do facebook frente à visitação de blogs, e restrições do lado da oferta que limitam o crescimento da produtividade do blog, não têm sido os principais limitantes da expansão (rsrsrs).
Gracias a todos!
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
O que esperar de 2012 e 2013
Ricardo Lacerda
É notório o
empenho do governo brasileiro em deixar para trás o baixo dinamismo em que se arrasta
a economia brasileira. Desde meados de 2011, quando ficou claro que a
deterioração do cenário europeu contaminaria as perspectivas de crescimento doméstico,o
governo fez uso de um amplo leque de ações com o propósito de aquecer a
economia por meio do aumento da demanda das famílias e das empresas
preservando, todavia, os gastos públicos.
Apesar dos
reiterados anúncios do Ministério da Fazenda de que a retomada da economia já
estaria em curso, sinais mais consistentes são ainda esparsos e convivem com a
piora de alguns indicadores. A persistente turbulência na Zona do Euro, de
desfecho imprevisível, e a titubeante recuperação do nível de atividade da
economia americana, somadas a restrições internas, têm segurado a reaceleração
do nível de atividade, gerando dúvidas sobre o que é possível esperar da
economia brasileira no segundo semestre de 2012 e em 2013.
Estímulos
As medidas de
estímulo ao crescimento contemplaram todo um arsenal de instrumentos para
recuperar a capacidade de endividamento das famílias, para desonerar o consumo,
reduzir o custo dos empréstimos e elevar a competitividade da produção interna
frente aos produtos importados.
Vários
instrumentos foram utilizados para alcançar esse objetivo: desvalorização
cambial, desonerações tributárias e redução do custo do dinheiro, prioridade de
fornecimento interno nas compras públicas.
domingo, 5 de agosto de 2012
Ocupação em Aracaju e em alguns dos maiores municípios sergipanos
Ricardo Lacerda
Os dados sobre a estrutura da ocupação da força de trabalho nos municípios sergipanos em 2010 oferecem um cenário que confirma alguns fatos já conhecidos, mas traz também novidades. Assim, reafirma-se o perfil acentuadamente comercial do município de Itabaiana, que lidera em termos de participação da força de trabalho ocupada nessa atividade, 23,7%, quase uma em cada quatro pessoas ocupadas no comércio ou em reparação de veículos.
O município agrestino também se situa entre os primeiros na ocupação de pessoas nas atividades de transporte e armazenagem, 6% da força de trabalho local, mas quem lidera em termos proporcionais é Carmópolis, com 9,7% das pessoas dedicadas a esta atividade, certamente por conta da demanda gerada pela Petrobras. Alerta-se que as informações dizem respeito ao local de residência das pessoas e não do município onde desenvolvem as atividades.
Uma síntese da composição da ocupação em 2010 nos vinte principais municípios nesse critério se encontra na Tabela 1. A Lista completa para os 75 municípios sergipanos pode ser acessada no endereço eletrônico que se segue. http://www.4shared.com/office/wb_byCLT/Anexo-_Ocupao_Municipios_2010.html.
Setorial
Entre os vinte municípios selecionados, Poço Redondo, Porto da Folha e Poço Verde contam com as maiores participações de sua população ocupada no setor agropecuário. Itabaianinha, Tobias Barreto, Nossa Senhora do Socorro, Capela e Itaporanga apresentam as participações mais elevadas no setor industrial, sendo que na indústria de transformação Itabaianinha e Tobias Barreto lideram, enquanto na construção civil são os municípios da região metropolitana, Nossa Senhora de Socorro e São Cristóvão, seguidos por Canindé do São Francisco, Itaporanga e Capela, que abrigam as maiores proporções de trabalhadores ocupados (ver Tabela 1).
Fonte: Censo demográfico de 2010
segunda-feira, 30 de julho de 2012
A ocupação nos territórios sergipanos
Ricardo Lacerda
Com a publicação de resultados da amostra do censo demográfico de 2010, disponibilizou-se um conjunto de dados muito amplo sobre a situação econômica e social nos municípios, permitindo a agregação de indicadores de desenvolvimento em níveis de microrregiões e territórios de Sergipe.
Em 2010, havia 832.455 habitantes de 10 anos ou mais de idade ocupados na semana de referência da pesquisa, com ou sem vínculos empregatícios formais.
Ocupação
A distribuição dos residentes em Sergipe entre as ocupações está apresentada na Tabela 1. Mais da metade da população ocupada (55,3%) tinha como principal atividade o setor de serviços, frente aos 22,8% que trabalhavam no setor agropecuário e 16,7% no setor industrial.
Ocupação
A distribuição dos residentes em Sergipe entre as ocupações está apresentada na Tabela 1. Mais da metade da população ocupada (55,3%) tinha como principal atividade o setor de serviços, frente aos 22,8% que trabalhavam no setor agropecuário e 16,7% no setor industrial.
Eram cerca de 460 mil nas atividades de serviço, cerca de 189 mil na agropecuária e 139 mil na indústria. Há ainda um contingente de 43.604 pessoas, equivalentes a 5,2% em atividades maldefinidas, em geral vinculadas ao setor de serviços.
No setor secundário, a construção civil concorria com a indústria de transformação pela liderança da ocupação, essa última com 62.996 pessoas ocupadas e a primeira já alcançando 60.674 pessoas. A indústria extrativa mineral, que inclui a extração de petróleo e gás natural, ocupava diretamente apenas 7.097 trabalhadores, 0,9% do total, apesar de responder por quase a mesma parcela da indústria de transformação no PIB estadual e por demandar ocupações em outros segmentos.
No setor de serviços, destacavam-se o comércio, a administração pública e os serviços domésticos. Vale destacar os segmentos de alojamento e alimentação, que já ocupavam 24.803 pessoas, em parte por conta das atividades vinculadas ao turismo, em parte pelo crescimento do hábito de fazer refeições fora de casa. Os contingentes de pessoas ocupadas nas atividades de educação e de saúde e serviços sociais também eram muito expressivos (ver Tabela 1).
Fonte: Censo demográfico de 2010
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Cenários de Desenvolvimento no Facebook
Abri uma página anexa ao Facebook, intitulada Cenários de Desenvolvimento que é o 1º passo para migrar o Blog para a nova plataforma, sem desativar o blog atual. É uma página de acesso aberto contendo artigos e informações econômicas. Quem quiser acompanhar, basta entrar na página e clicar curtir. Ver o link abaixo.
Abs
http://www.facebook.com/CenariosDeDesenvolvimento
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O ciclo, a crise e a arrecadação federal
Ricardo Lacerda
Cada ciclo de crescimento econômico tem uma combinação própria de fatores que o impulsiona. O início do ciclo expansivo pode ser motivado por uma força externa, como a expansão na procura mundial por produtos em que o país é especializado, ou em razão da exploração de uma nova fronteira de recursos naturais que crie oportunidades para ampliar os investimentos voltados para as exportações.
Os ciclos de crescimento também podem ser movidos pela ampliação do mercado interno, seja em função de inovações institucionais como aquelas que propiciem a expansão do crédito, seja por conta do incremento da renda da população, ampliando o poder de compra interno. Ou ainda engendrados por investimentos que expandam e diversifiquem a capacidade do parque produtivo, acompanhados de melhorias na infraestrutura econômica ou impulsionados pelas inovações tecnológicas que habilitem a explorar oportunidades em novos segmentos.
Ciclo virtuoso
Em sua essência, o crescimento tende a provocar desequilíbrios porque altera as proporções entre setores e as posições relativas das classes sociais, alguns setores crescendo mais rapidamente, outros mais lentamente, criando oportunidades e estrangulamentos, e novas demandas sociais.
O ciclo de crescimento da economia brasileira iniciado em 2004 contou com uma combinação de melhoria no cenário externo, proporcionada principalmente pelo efeito da ascensão da China sobre os preços das commodities alimentícias e minerais, com a expansão do poder de compra interno, movida pelos incrementos dos salários, pela ampliação do crédito para as famílias e pelo aumento das transferências de rendas aos grupos mais vulneráveis.
Depois de encetado o crescimento, formou-se um ciclo virtuoso em que o aumento do emprego, da renda e do crédito e o desempenho das exportações propiciaram a expansão do mercado interno e a melhoria das contas públicas e das contas externas, o que em conjunto elevou as expectativas e a confiança das famílias e empresas. Como esses movimentos contam com mecanismos de autoreforço, atinge-se uma situação em que a própria expansão da economia motiva o crescimento nos períodos seguintes.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
O Câmbio e os juros
Ricardo Lacerda
O valor da moeda
nacional frente às dos demais países com os quais o Brasil efetua transações
econômicas é um dos fatores mais fundamentais na determinação não apenas do
nível atual da atividade econômica, quanto, por meio de diversos canais, do
desenvolvimento do país no longo prazo.
Em situações
como a presente, de desaceleração do crescimento econômico convivendo com uma
trajetória declinante da inflação, abre-se uma janela de oportunidade para
promover uma acentuada correção do câmbio que deve ser em grau suficiente para
reverter a situação de declínio da competitividade relativa da produção
industrial brasileira frente aos produtos importados e no mercado externo.
O Gráfico 1
apresenta o comportamento da taxa de câmbio real efetiva, corrigida pelo IPCA,
desde o final o final de 1993, até maio de 2012, delimitado pelos períodos de
governo. Observe-se que a desvalorização do real no corrente ano, apesar de
forte, é ainda relativamente pouco expressiva quando comparada à valorização de
períodos anteriores.
Fonte: BCB-Depec
Desorganização da produção
Manter o câmbio
valorizado significa em primeiro lugar subsidiar o consumo de produtos
importados, tornando-os artificialmente baratos, em detrimento da produção
industrial doméstica existente ou potencial, o que pode ou não atender
objetivos da política econômica em determinadas etapas do desenvolvimento.
Em uma
conjuntura recessiva da demanda externa como a que se vivencia hoje, o câmbio
valorizado induz a transferência de milhares de empregos para o exterior, sem a
compensação de mesma qualidade ou quantidade promovida pela expansão das exportações.
Mesmo com o mercado de consumo interno mantendo expansão robusta nos últimos
meses, uma parcela maior do acréscimo de consumo vem sendo atendida pelo
fornecimento de produtos elaborados lá fora. O consumidor fica satisfeito com o
câmbio valorizado, mas a produção interna corre o risco de se
desorganizar.
Ainda no curto
prazo, o valor do câmbio é importante na medida em que o preço dos produtos
importados afeta o comportamento da inflação interna. É observando esses dois
efeitos, sobre o ritmo da atividade e sobre os preços, que a autoridade
econômica estipula os objetivos que vão guiar as políticas de curto prazo que
afetam o valor do câmbio. No longo prazo, muitos outros aspectos estão em jogo
e o essencial é equilibrar os graus de modernização e de exposição à competição
desejados para a matriz produtiva interna, de um lado, e sua expansão e
diversificação em direção a novos setores, de outro.
Os juros
Uma desvalorização
pronunciada do câmbio torna-se factível em função da queda recente das taxas de
juros internas. Como alguns especialistas têm assinalado, a valorização do real
nos últimos anos deveu-se apenas parcialmente à entrada de divisas
proporcionada pela elevação dos preços de commodities
minerais e alimentares em que o Brasil responde por parcela importante da
demanda mundial. Parcela significativa da valorização decorreu do fluxo de
capital internacional atraído pelo diferencial de juros pagos internamente.
A queda
acentuada na taxa básica real de juros desde o segundo semestre de 2011 (ver
Gráfico 2), que deve ter continuidade nos próximos meses, amortece um dos
principais vetores de valorização cambial na medida em que estreita o
diferencial de juros.
Fonte: BCB- Relatório de inflação, junho de 2012.
Na situação
atual de desaquecimento dos mercados externos e de perda de competitividade da
produção nacional no mercado interno, manter o câmbio valorizado implicaria
exposição da produção interna em grau desmedido, muito além do que preceitua o
convencional receituário de abertura à competição externa.
Por tudo que
avançou na primeira década do século XXI, o Brasil se encontra em condições ainda
excepcionais para enfrentar a nova onda de turbulência dessa já longa crise
internacional. Medidas adicionais que visem promover a desvalorização da moeda
não são indolores, mas são decisivas para reaquecer o nível de atividade e
recuperar a competitividade da estrutura industrial.
Publicado no Jornal da Cidade em 16/07/2012
Para baixar o arquivo em PDF clique aqui.domingo, 8 de julho de 2012
Nordeste- Mudanças na especialização industrial na década de 2000
Ricardo Lacerda
No debate sobre a desindustrialização do país, vale a pena considerar as especificidades regionais. Ao longo da primeira década do século XXI, a indústria de transformação do Nordeste cresceu a taxas superiores à media do Brasil na ampla maioria das atividades.
Tendo em vista a descontinuidade da série histórica em 2007, com a alteração da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE), é necessário quebrar a análise em dois subperíodos, 2000-2007 e 2007-2010.
Entre 2000 e 2007, a participação da região no Valor da Transformação Industrial (VTI) da indústria de transformação brasileira ampliou-se de 8,5% para 9,4%. Depois de 2007, até 2010, em um período já marcado pela crise financeira internacional e pela perda de dinamicidade da atividade industrial do Brasil, a indústria de transformação regional também se ressentiu, o que fez com que estancasse a ampliação de sua participação no VTI em 9,5% em 2010, igual à participação de 2007 na nova classificação das atividades.
Avançando no entendimento do significado do intenso crescimento econômico do Nordeste na primeira década do século atual em termos de mudanças em sua estrutura industrial, cabe examinar os setores em que o Valor da Transformação Industrial (VTI) apresentaram maior expansão, inferindo as variações dos pesos na composição da indústria regional e no total da atividade no Brasil.
Estrutura
Em 2010, os segmentos de maior peso na estrutura industrial do Nordeste eram a fabricação de alimentos, de derivados de petróleo e biocombustíveis (etanol) e o de produtos químicos, inclusive fertilizantes. Cada uma dessas divisões respondia por mais de 10% do VTI da indústria de transformação regional. Na sequência, representavam mais de 5% do VTI industrial a fabricação de calçados, de bebidas, metalurgia, minerais não-metálicos e a fabricação de veículos.
O setor têxtil, desde 2007, não consta mais na lista dos dez segmentos mais importantes no valor da produção regional da indústria de transformação. Cabe assinalar, que, em 2000, a fabricação de produtos têxteis participava com 7% do VTI regional e se situava na 5ª posição (Ver Tabela).
domingo, 1 de julho de 2012
Especialização e crescimento do emprego regional na indústria
Ricardo Lacerda
Ao longo da
década de 2000, o movimento de desconcentração da atividade industrial no
território brasileiro teve continuidade, com a região (Sudeste) e o estado (São
Paulo) mais industrializados perdendo participações no Valor Adicionado Bruto
do setor industrial, conceito próximo ao PIB, em favor dos estados de regiões
menos industrializadas, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste e dos demais
estados da região Sudeste.
De acordo com as
contas regionais do IBGE, o estado de São Paulo perdeu 4,6 pontos percentuais
de participação na indústria brasileira entre 2000 e 2009, considerando a
indústria de transformação, a indústria extrativa mineral, a construção civil e
os serviços industriais de utilidade pública. Entre 1995 e 2009, essa perda
teria alcançado 9,1 p.p., o que representa uma fatia muito expressiva, ainda
que a desconcentração na indústria de transformação não tenha sido acentuada.
A
desconcentração territorial do emprego industrial foi bem mais ampla, com a
região Sudeste tendo reduzido, entre 2000 e 2010, em 3,5 pontos percentuais a
participação do emprego formal considerando apenas a indústria de
transformação, segundo os dados do MTE-RAIS.
Certamente
muitos fatores contaram para tal espraiamento da atividade industrial no
território brasileiro, entre eles as deseconomias de aglomeração dos principais
polos industriais situados naquele estado (salários e alugueis mais altos), os
atrativos oferecidos no âmbito das disputas fiscais entre as unidades da
federação, a montagem de novos polos industriais fora das regiões Sudeste e
Sul, as novas oportunidades de exploração de recursos naturais, a expansão mais
rápida do mercado de consumo nas regiões mais pobres e as próprias mudanças na
estrutura industrial brasileira.
domingo, 24 de junho de 2012
Crescimento e redistribuição regional do emprego formal na década de 2000.
Ricardo Lacerda
A intensa geração
de emprego formal é um dos aspectos mais virtuosos do crescimento econômico na
década de 2000. O contingente de emprego formal no Brasil cresceu à taxa média
de 5,3% ao ano entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010, bem superior à expansão
média do PIB e do crescimento da População Economicamente Ativa, fazendo com
que a parcela dos vínculos formais no total do emprego tenha se ampliado
significativamente.
Em 2010, a
quantidade de pessoas inseridas no mercado formal brasileiro era cerca de 2/3
maior do que em 2000. A geração de emprego manteve-se robusta nos anos mais
recentes, apesar dos impactos da crise financeira internacional. Mesmo em anos ruins, de PIB estagnado, como
2009, ou de baixo crescimento, como 2011, o emprego formal aumentou a taxas superiores
a 4% e 5%, respectivamente.
Em 2012, de forte desaceleração do nível de
atividade, a taxa de crescimento do emprego formal em doze meses completados em
maio alcançou 4,3%, o que não significa que o mercado de trabalho esteja
blindado em relação à crise, pois as taxas de geração de emprego vêm caindo.
Desconcentração
A expansão do
emprego formal tem sido célere em todas as regiões brasileiras. As regiões mais
pobres e com mercado de trabalho mais frágil, como o Norte e o Nordeste,
apresentaram taxas de expansão do emprego formal ainda mais elevadas, enquanto
as regiões mais ricas e com mercado de trabalho mais estruturado registraram
taxas de expansão abaixo da média brasileira (ver Gráfico). No período
2000-2010, o emprego formal se expandiu a taxas anuais de 8,2% na Região Norte,
de 6,2%, no Nordeste, e 5,7% no Centro-Oeste, frente aos 5% na região Sul e
4,8% no Sudeste.
O mais
interessante é que a desconcentração do emprego formal em direção às regiões
mais pobres não pode ser atribuída a nenhum setor específico, posto que se verificou
em praticamente todos os setores de atividade econômica.
domingo, 17 de junho de 2012
As forças que derrubaram o PIB
Ricardo
Lacerda
Desde meados de
2011 que o governo federal vem adotando uma série de medidas visando reverter a
intensa desaceleração do ritmo de crescimento da economia brasileira. As
medidas abrangeram um amplo leque de instrumentos para desvalorizar o câmbio, reduzir
juros, ampliar crédito, defender o mercado interno de setores especialmente
atingidos pelo intenso crescimento das importações, reduzir tributos de bens de
consumo, sem que o ritmo de atividade tenha, até o momento, dados sinais de reanimação.
Ver no Gráfico 1 o declínio acentuado da taxa de crescimento do PIB no
acumulado de quatro trimestres.
Reação
Diferentemente
da reação adotada em 2009, muito mais incisiva frente a um quadro mais agudo da
crise naquele momento, as medidas vem sendo tomadas de forma progressiva,
agregando novos instrumentos quando se conclui que os estímulos anteriores não
foram suficientes para reaquecer a demanda agregada da economia.
Também
diferentemente de 2009, o governo optou, até o momento, por não utilizar uma
política de gasto público de caráter anticíclico, colocando suas fichas na
recuperação na demanda das famílias e das empresas. Atento à intensificação dos
sinais de instabilidade nos países com situações fiscais mais fragilizadas da
Zona do Euro, o governo brasileiro vem buscando preservar a meta de superávit primário
estabelecida para o ano, como forma de assegurar a trajetória declinante das
taxas de juros.
Quando se decide
por intensificar os gastos, busca destravar o investimento público e não as
despesas correntes, inclusive com a ampliação da oferta de crédito para os estados,
como foi anunciada em reunião na última sexta-feira sobre a disponibilidade de
20 bilhões de reais por meio do programa de Pro-Invest, voltado para as obras
de infraestrutura.
Fonte IBGE:
Contas trimestrais
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Como foi construído o Brasil Moderno
Lucas Lopes, Roberto Campos,Celso Furtado, Ignácio Rangel, Conceição Tavares, dentre outros, apresentam suas visões sobre um período muito rico da história econômica do país.
O documento mostra um pouco como foi construído o Brasil Moderno. Ver link a seguir.
http://www.centrocelsofurtado.org.br/interna.php?ID_M=138
Assinar:
Postagens (Atom)










