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Praça São Francisco, São Cristovão-SE. Patrimônio da Humanidade

domingo, 23 de março de 2014

O encolhimento do saldo comercial brasileiro – Parte 2


Um aspecto significativo da evolução do comércio exterior brasileiro nos últimos anos é que o perfil das exportações, seja por categoria de uso dos produtos (bens de consumo, bens de capital e insumos), seja por classe de fator agregado (produtos básicos, semimanufaturados e manufaturados), modificou-se radicalmente, em uma magnitude muito mais ampla do que o perfil das importações.

Tem sido destacado nas análises sobre o comércio exterior brasileiro o processo de  reprimarização de nossas exportações: entre 2002 e 2013 o valor das exportações de bens básicos se expandiu a ritmo muito intenso, extraordinários 567%, enquanto o de produtos industrializados cresceu uma taxa também bastante elevada, mas muito inferior àquela, 184%.

As exportações de produtos manufaturados que representaram mais da metade (54,7%) de nossas vendas externas em 2002, em 2013 respondiam por 39%. Nesse mesmo período, as exportações de produtos básicos saltaram quase 20 pontos percentuais de participação, de 28,1% para 46,7% do total.

Tal mudança de perfil esteve associada, como se sabe, ao forte incremento da demanda mundial por commodities minerais e agrícolas que se seguiu à expansão econômica chinesa.

Reprimarização

O que queremos destacar no presente artigo é que parcela expressiva dessa reprimarização é muito recente; procedeu-se após o início da crise financeira internacional, quando as vendas para alguns dos nossos principais parceiros comerciais, que costumeiramente adquiriam produtos industrializados, passaram a apresentar desempenho muito inferior ao das vendas para parceiros mais focados na aquisição de bens primários, indicando que a mudança da pauta exportadora está fortemente associada aos mercados de destino.  

O fato mais preocupante é que a expansão das exportações de produtos manufaturados foi interrompida após a deflagração da crise financeira de 2008, em um processo similar ao que se verificou com a evolução da produção física da indústria brasileira.

Fator agregado

Entre 2002 e 2008, todos os grupos de fator agregado apresentaram desempenho muito favorável nas vendas externas, ainda que as vendas de produtos básicos tenham apresentado resultados muito superiores aos dos outros dois grupos: crescimento médio anual de 27,6%, enquanto as vendas externas dos semimanufaturados se expandiram a taxas anuais de 20,2% e as de manufaturados, ao ritmo anual médio de 18,8%.

No período, as exportações brasileiras apresentaram incremento de US$ 137,6 bilhões, dos quais a maior fatia ainda foi de produtos manufaturados, US$ 59,7 bilhões (43,4% do incremento), seguida de perto pela contribuição dos produtos básicos, US$ 56,1 bilhões (40,8%) e os semimanufaturados  participaram com US$ 18,1 bilhões (13,2%). (Ver Tabela). A parcela restante é oriunda das chamadas Operações Especiais.

Apesar do crescimento mais acelerado das exportações de produtos básicos nesse período, refletindo o início do processo de reprimarização de nossa pauta exportadora, até 2007 os produtos manufaturados respondiam por mais da metade (52,3%) vendas externas brasileiras.

Tabela. Variação Absoluta e Taxa de Crescimento das Exportações Brasileiras segundo Fator Agregado
FATOR AGREGADO
VARIAÇÃO ABSOLUTA.
 EM US$ BILHÕES
2002 - 08
2008 -11
2011 -13
BASICOS
56,1
49,4
-9,4
SEMIMANUFATURADOS
18,1
9,0
-5,5
MANUFATURADOS
59,7
0,2
0,9
TOTAL
137,6
58,1
-13,9
FATOR AGREGADO
PARTICIPAÇÃO NA VARIAÇÃO ABSOLUTA (%)
BASICOS
40,8
85,0
67,6
SEMIMANUFATURADOS
13,2
15,5
39,6
MANUFATURADOS
43,4
0,3
- 6,5
FATOR AGREGADO
TAXA DE CRESCIMENTO (%)
BASICOS
330,8
67,7
-7,7
SEMIMANUFATURADOS
202
33,1
-15,3
MANUFATURADOS
180,8
0,3
0,9

Fonte: MDIC-SECEX

O quadro se modifica abruptamente nos anos seguintes. Na comparação entre 2008 e 2011, as exportações de produtos básicos, apesar da forte desaceleração, apresentam taxas de incremento médio anual de 18%, enquanto as exportações de manufaturados ficam estagnadas, taxa média anual de 0,1%. As exportações de semimanufaturados cresceram 10% ao ano.  

A mudança da pauta exportadora foi radical de tal forma que, entre 2008 e 2011, enquanto as exportações de produtos primários responderam por US$ 49,1 bilhões do incremento total de US$ 58,1 bilhões, os produtos manufaturados contribuíram com apenas US$ 300 milhões.

Na etapa mais recente da crise internacional, correspondente ao período 2011 -2013, as exportações de bens básicos que haviam assegurado a quase totalidade do crescimento na etapa anterior da crise, não resistiram e recuaram 7,7%.  Foi uma queda generalizada em todos os blocos econômicos, com a única exceção do bloco asiático que ainda ampliou as compras de produtos básicos brasileiros em US$ 2,3 bilhões. Nos demais destinos principais, a queda nas vendas externas de produtos primários foi muito expressiva, incluindo para a União Européia e os EUA.

Publicado no Jornal da Cidade em 23/03/2014



terça-feira, 18 de março de 2014

O encolhimento do saldo comercial brasileiro – Parte 1



Ricardo Lacerda

Permeia certa confusão no debate a respeito das dificuldades que a economia brasileira vem enfrentando em seu crescimento nos últimos anos, em que fatores referentes a problemas estruturais de competitividade são colocados no mesmo cesto das dificuldades provenientes dos impactos negativos do longo período recessivo da economia mundial. 

Quando nos referimos ao segundo conjunto de fatores, aquele relativo às dificuldades do cenário externo, não é com intenção de descartar ou atenuar o peso dos problemas estruturais, mas sim de colocá-lo na devida perspectiva e dimensão. No artigo de hoje será examinada a piora acentuada no comércio exterior brasileiro nos últimos dois anos.

Saldo comercial

O saldo da balança comercial brasileira quase que sumiu em 2013. Depois de somar US$ 29,8 bilhões em 2011, o saldo comercial caiu para US$ 19,4 bilhões, em 2012, até se tornar quase inexpressivo em 2013, US$ 2,6 bilhões (ver Gráfico).  Foi o pior resultado da balança comercial desde que foi interrompida a longa série de saldos negativos registrados entre 1995 e 2000.



Fonte: MDIC-SECEX

Como foi possível reduzir o saldo em US$ 16,8 bilhões em apenas um ano, depois de já ter caído US$ 10,4 bilhões no ano anterior, totalizando US$ 27,3 bilhões nos dois anos.  O leitor pode se perguntar o que aconteceu de tão drástico para produzir um resultado de tal monta em um período curto de tempo.

Na comparação entre 2011 e 2013, a redução do saldo comercial resulta quase que no mesmo montante da diminuição das exportações e do aumento das importações, nos seguintes valores, US$ 13,9 bilhões e US$ 13,4 bilhões, respectivamente. 

Exportações

Se as exportações brasileiras foram muito estimuladas pelo ciclo longo de valorização das commodities no mercado internacional até a eclosão da crise em 2008, a desaceleração da economia mundial e, particularmente, a perda relativa de fôlego no crescimento da China, nos anos mais recentes impactaram negativamente no desempenho de nossas exportações.

Apenas para ilustrar, o volume do comercio mundial de bens e serviços cresceu à taxa média de 5,7% ao ano entre 2003 e 2008, daí em diante desacelerou para menos da metade, 2,5% ao ano, entre 2009 e 2013.

O exame da trajetória das exportações brasileiras em um período mais extenso pode ser esclarecedor das atuais dificuldades. As exportações brasileiras apresentaram crescimento espetacular nos seis anos contados entre 2003 e 2008. Saltaram de US$ 60,4 bilhões, em 2002, para US$ 197,9 bilhões, em 2008, média de crescimento de simplesmente 21,9% ao ano.

No primeiro mergulho da economia mundial na atual crise, as exportações brasileiras despencaram, com uma retração de US$ 44,9 bilhões entre 2008 e 2009, para apresentar em seguida uma expressiva retomada, em 2010 e 2011, de tal forma que o valor exportado desse último ano, US$ 256 bilhões, se situou quase 30% acima do pico anterior, em 2008 (ver Gráfico).

O novo mergulho da economia mundial, a partir de meados de 2011, interrompeu a retomada das exportações brasileiras. Nos dois anos subseqüentes as exportações recuaram.

 No período 2009-2013, as exportações brasileiras se expandiram à taxa média de 5,3% ao ano (frente aos 21,9% ao ano entre 2003 e 2008), sendo que no período mais recente, entre 2011 e 2013, elas se retraíram à taxa média de 2,7% ao ano, acompanhando o agravamento do cenário comercial no mundo.

Destinos

A tabela apresentada resume a evolução das exportações brasileiras segundo os principais destinos, tanto no período de elevado crescimento, entre 2002 e 2008, quanto no período em que o comércio exterior já reflete os efeitos da crise internacional.

Entre 2002 e 2008, as exportações nacionais foram ampliadas em US$ 137,6 bilhões de dólares. Ainda que a evolução das vendas para os países asiáticos, com destaque para a China, tenha sido espetacular, resultando em uma ampliação de US$ 28,6 bilhões, os aumentos de vendas para os países latinoamericanos (integrantes da ALADI) e para a União Europeia foram ainda mais expressivos em termos absolutos, US$ 33,2 bilhões e US$ 31,1 bilhões, respectivamente (ver Tabela).

Reorientação

O cenário do comércio exterior brasileiro, todavia, mudou radicalmente após a eclosão da crise financeira.  No período subseqüente, 2008-2011, as exportações brasileiras seguem crescendo, em ritmo mais lento, mas procedeu-se uma mudança de grande magnitude em relação aos mercados de destino.

Enquanto as participações de quase todos os demais grupos de países recuaram abruptamente, a China e o bloco asiático passam a responder por mais de 2/3 do aumento das compras ao Brasil. Especialmente ruins são as performances das exportações para os países ricos e para o Mercosul. 

No primeiro grupo, as exportações para União Europeia, que representaram quase ¼ do incremento entre 2002 e 2008, recuaram para cerca de 1/8 do incremento verificado entre 2008 e 2011. As exportações para os EUA, por sua vez, caíram no período, enquanto as exportações para o Mercosul que haviam crescido US$ 18 bilhões no período anterior, mantiveram-se praticamente estagnada entre 2008 e 2011.

2012 e 2013

Depois de 2011, com a crise na Zona do Euro e com a desaceleração do crescimento na China e no bloco asiático, os problemas nas vendas externas brasileiras acumularam-se, porquanto o destino para o qual as vendas externas ainda vinham apresentando crescimento significativo enfrentou dois anos de estagnação, enquanto os demais mercados que já estavam se tornando problemáticos desde 2008, esmoreceram de vez.

Em 2012 e 2013, as vendas externas para a União Europeia, EUA e Oriente Médio registraram recuos muito expressivos, enquanto a China e o bloco asiático (exclusive oriente médio) interromperam o crescimento. No próximo artigo, serão examinadas as mudanças no perfil setorial das exportações brasileiras no período.
Tabela. Variação Absoluta e Taxa de Crescimento das Exportações Brasileiras por Destino
DESTINO DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS
VARIAÇÃO ABSOLUTA.
EM US$ BILHÕES
TAXA DE CRESCIMENTO.
EM %
2002 - 08
2008 -11
2011 -13
2002 - 08
2008 - 11
2011 - 13
ASIA (EXC. O. MÉDIO)
28,6
39,2
1,0
326,0
105,0
1,2
UNIAO EUROPEIA
31,1
6,7
-5,4
206,5
14,4
-10,1
ORIENTE MEDIO
5,7
4,2
-1,3
244,0
52,2
-10,8
ALADI
33,2
6,5
0,7
337,3
15,2
1,5
-MERCOSUL
18,0
0,5
7,7
546,7
2,2
35,5
-ALADI (EXC. MERCOSUL)
15,2
6,1
-7,0
231,9
28,0
-25,1
EUA (INC. PORTO RICO)
12,4
- 1,7
-1,8
81,9
-6,2
-7,0
OUTROS
13,5
2,6
-5,9
93,6
9,4
-19,4

Fonte: MDIC-SECEX


Publicado no Jornal da Cidade em 16 de março de 2014




segunda-feira, 10 de março de 2014

Uma breve história do projeto carnalita


Ricardo Lacerda
O jornal Valor Econômico publicou na última sexta-feira, 07 de março, que a companhia Vale adiou para 30 de março do corrente a decisão de implantar ou não o Projeto Carnalita em Sergipe. Segundo a empresa os estudos de viabilidade técnica de exploração da Carnalita já foram concluídos positivamente e a única pendência existente é a disputa entre os municípios de Capela e Japaratuba, cujo desfecho se encontra atualmente na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, onde tramita proposta de repartição de receitas tributárias.

Trata-se de projeto grandioso, que prevê a produção de 1,2 milhão de toneladas ano de cloreto de potássio, em sua primeira etapa, podendo atingir até 2,2 milhões de toneladas com a maturidade do projeto. O potássio é um dos intermediários básicos na produção de fertilizantes e o grau de importação do produto é de cerca de 90% do consumo nacional.

O Projeto Carnalita prevê a criação de cerca de quatro mil empregos diretos durante a implantação, aos quais devem ser somados alguns milhares de empregos indiretos. As receitas dos dois municípios, ao longo dos 30 anos de exploração do minério, devem alcançar a notável cifra de 1,5 bilhão de reais.

Retardamento

Estarrece ao cidadão sergipano que a aprovação de autorização das instalações da empresa, de competência municipal, venha se estendendo desde meados de 2013, pondo em risco um dos empreendimentos econômicos mais importantes da história econômica de Sergipe.

Esse retardamento põe em risco a presença da Vale em Sergipe, porquanto a exploração do potássio a partir da silvinita, na mina Taquari-Vassouras, cuja produção se iniciou em 1986, ainda pela estatal Petromisa, integrante do sistema Petrobras, encontra-se próxima à exaustão, com produção em declínio e previsão de encerramento antes do final da presente década.  

Histórico do projeto carnalita

Segundo a empresa Vale, desde 2001 a companhia vem desenvolvendo esforços para o aproveitamento das rochas carnalíticas de Sergipe visando a produção de cloreto de potássio (KCl).

Como o teor de concentração de cloreto de potássio nas rochas carnalíticas é muito inferior ao presente na silvinita, a Vale buscou alternativas tecnológicas de exploração das reservas. Os testes realizados apontaram a inviabilidade da utilização dos métodos tradicionais de mineração.

A partir de 2008, a empresa implementou um teste piloto no município de Maruim. A alternativa tecnológica encontrada foi a produção de cloreto de potássio (KCl) por meio de “lavra de dissolução”, produzindo uma salmoura rica de sais de potássio, sódio e magnésio. A salmoura passa então por quatro etapas de evaporação e em seguida executam-se a cristalização, secagem e compactação do produto.

Impasses

A viabilização do Projeto Carnalita exigiu esforço de articulação de grande monta por parte do governo de Sergipe, muito particularmente do empenho pessoal do Governador Marcelo Déda.

No início de 2011, dois eram os impasses que ameaçavam a exploração da carnalita, muito mais complexos do que as atuais disputas municipais: em primeiro lugar, os direitos minerários de exploração das jazidas pertencem a Petrobras e o contrato de arrendamento entre a Vale e a Petrobrás, firmado em 1991 com vigência de 25 anos, se aproximava do término e a empresa Vale não iniciaria um projeto da dimensão prevista sem a segurança  dos direitos de lavra devidamente definidos.

Ao longo do primeiro semestre de 2011, o governador Marcelo Déda fez seguidas reuniões com as diretorias da Petrobras e da Vale visando desatar o nó que envolvia a cessão dos direitos de lavra.

É necessário, nesse momento, fazer um depoimento de quem acompanhou de perto o governador Marcelo Déda nas articulações para que as empresas chegassem a um acordo, ao lado dos secretários Oliveira Júnior, Zeca da Silva e João Andrade: as negociações entre as empresas foram muito acirradas e em diversas ocasiões tudo voltava à estaca zero. O cerne do conflito era a resistência da Petrobras em ceder os direitos de lavra com o argumento de que a área solicitada pela Vale era muito extensa e que havia sobreposição com jazidas petrolíferas de interesse da Petrobras.

Em determinada reunião, testemunhada por mim e pelos supracitados, o governador Marcelo Déda exasperou-se e declarou aos brados que Sergipe não seria a ostra esmagada entre o mar e a rocha, pelos interesses das duas gigantescas companhias. Procurou, ainda no primeiro semestre de 2011, o apoio político da já presidente Dilma Rousseff a fim de superar os desacordos que se estendiam demasiadamente.

As negociações entre as empresas avançaram e finalmente, em fevereiro de 2012, os novos presidentes das companhias, Murilo Ferreira (Vale) e Graça Foster (Petrobras) já anunciavam o acordo de cessão do direito de lavra por mais 30 anos, o que assegurava não apenas a implantação do Projeto Carnalita, como a continuidade da exploração da mina Taquari-Vassouras.

No dia 13 de abril de 2012, Petrobras e Vale, por meio de seus presidentes Graça Foster e Murilo Ferreira, assinaram protocolo de intenções que contemplava a cessão dos direitos e dez dias depois, em 23 de abril, a presidente Dilma Rousseff veio anunciar pessoalmente em Sergipe a superação dos impedimentos.  

Frente à complexidade da negociação da cessão dos direitos de lavra, o segundo impasse, de caráter técnico e material, era relativamente menor, mas sem a sua superação o projeto estaria condenado.

A nova tecnologia de extração do potássio era altamente intensiva no consumo de gás natural e não havia garantia de fornecimento do insumo nos montantes necessários, diante das restrições de produção e distribuição internamente no país. Apenas na primeira fase, o projeto demandaria 760 mil m3/dia de gás natural, algo em torno de três vezes todo o consumo atual de gás natural em Sergipe. Novamente o governador Marcelo Déda intercedeu, procurando em 2011 a então diretora de gás da Petrobras, a atual presidente da empresa Graça Foster, que muito prontamente assegurou que buscaria os meios necessários para viabilizar o fornecimento.  

Futuro
As riquezas minerais de Sergipe são uma dádiva da natureza. A luta pela sua exploração remonta à primeira metade do século XX e até alcançar a exploração de fato, a partir da década de sessenta, muitos foram os episódios decisivos. Grandes nomes, a exemplo do economista Aloísio de Campos, do jornalista Orlando Dantas, dos governadores Seixas Dórea e Augusto Franco e mais recentemente do governador Marcelo Déda, debateram-se em defesa de projetos de exploração mineral que ajudaram a construir Sergipe. Tenho confiança que interesses mesquinhos não se sobreporão ao compromisso com o futuro de Sergipe.

Publicado no Jornal da Cidade, em 09/03/2014

















O governador Marcelo Déda e a presidenta Dilma Rousseff durante a cerimônia de assinatura de contrato entre a Petrobras e a Vale para arrendamento das reservas de potássio no estado de Sergipe / Foto: Roberto Stuckert Filho/PR. Em 23 de abril de 2012.