Praça São Francisco, São Cristovão- SE

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Praça São Francisco, São Cristovão-SE. Patrimônio da Humanidade

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

HA-JOON CHANG. 23 Things They Don’t Tell You about Capitalism

Sumário do novo livro de HA-JOON CHANG. 23 Things They Don’t Tell You about Capitalism.

Ver entrevista do autor na Globonews no link abaixo

http://globotv.globo.com/globonews/milenio/t/programas/v/economista-sul-coreano-avalia-os-desafios-do-atual-sistema-capitalista/2132771/



Thing 1 There is no such thing as a free market

Thing 2 Companies should not be run in the interest of their owners

Thing 3 Most people in rich countries are paid more than they should be

Thing 4 The washing machine has changed the world more than the internet has

Thing 5 Assume the worst about people and you get the worst

Thing 6 Greater macroeconomic stability has not made the world economy more stable

Thing 7 Free-market policies rarely make poor countries rich

Thing 8 Capital has a nationality

Thing 9 We do not live in a post-industrial age

Thing 10 The US does not have the highest living standard in the world

Thing 11 Africa is not destined for underdevelopment

Thing 12 Governments can pick winners

Thing 13 Making rich people richer doesn’t make the rest of us richer

Thing 14 US managers are over-priced

Thing 15 People in poor countries are more entrepreneurial than people in rich countries

Thing 16 We are not smart enough to leave things to the market

Thing 17 More education in itself is not going to make a country richer

Thing 18 What is good for General Motors is not necessarily good for the United States

Thing 19 Despite the fall of communism, we are still living in planned economies

Thing 20 Equality of opportunity may not be fair

Thing 21 Big government makes people more open to change

Thing 22 Financial markets need to become less, not more, efficient

Thing 23 Good economic policy does not require good economists

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A indústria em Sergipe na década de 1980 (parte 1)


Ricardo Lacerda

Em certo sentido, os anos oitenta completam a modernização da vida sergipana iniciada nos anos sessenta, década em que a implantação da fábrica de cimento, a exploração do petróleo e a criação da Universidade Federal de Sergipe foram alguns dos principais eventos que abriram um novo tempo no estado. Em ritmo acelerado, o estado vai perdendo sua feição rural para assumir um perfil essencialmente urbano, com desdobramentos não apenas econômicos como também na sua composição social, com reflexos em termos de emergência de novos atores políticos. 

Os anos oitenta marcaram a mais profunda transformação da estrutura industrial de Sergipe. Ao longo da década, novas atividades foram criadas e setores tradicionais passaram por importantes transformações. São investimentos que, em sua maior parte, respondem à estratégia de desenvolvimento definida na década anterior, mas cujos frutos somente se concretizaram quando os anos oitenta já estavam em andamento. 

O novo patamar alcançado na produção de petróleo, os investimentos do sistema Petrobras na implantação da Unidade de Produção de Gás Natural (UPGN) e da Nitrofértil, no início da década, e da Petromisa, já na segunda metade da década, foram os avanços industriais mais significativos.

Esses grandes projetos provocaram transformações marcantes na economia estadual, com impactos importantes sobre a economia urbana, notadamente na grande Aracaju.

Setores Tradicionais

Mas outros investimentos foram importantes para revitalização e modernização em duas das atividades industriais mais tradicionais do estado, a têxtil e a do açúcar.

Estimulados pelos incentivos regionais, empreendimentos de grande porte da cadeia têxtil-confecção foram instalados em Sergipe, alguns de empresas locais e outros de grupos econômicos de fora da região. Em 1981, o grupo Alpargatas adquiriu e ampliou a confecção Gabriel Calfat, situada no Distrito Industrial de Aracaju (DIA), em 1982 entrou em operação a Fiação e Tecelagem Nortista, da família Franco, e, em 1987, a Santista instalou a sua unidade têxtil em Nossa Senhora do Socorro, enquanto algumas das empresas já existentes recorrem aos incentivos regionais para modernizar suas plantas produtivas. Era um novo ciclo expansivo que se abria para a cadeia têxtil no estado, segmento que passaria por dura provação na década seguinte, quando a abertura comercial ameaçou sua sobrevivência.

No setor canavieiro, o lançamento do Pró-Álcool (Plano Nacional do Álcool), incluindo  a produção do carro movido a álcool, ainda nos anos setenta, revitalizou a atividade e ampliou seu escopo na década seguinte.

Estrutura

A comparação entre a composição do Valor da Transformação Industrial dos censos industriais de 1980 e 1985 já permite perceber o impacto dos novos investimentos na estrutura industrial do estado. Duas mudanças sobressaem: a indústria química que respondia por apenas 0,9% do VTI da indústria geral em 1980, passou a participar com 11,2%, em 1985, já como resultado da expansão da produção de fertilizantes e de etanol; e o setor têxtil voltou a ganhar peso na matriz industrial do estado, elevando sua participação de 29,3% do VTI, em 1980, para 39,9%, em 1985.

Assim, na metade da década, a matriz industrial já havia assumido as características básicas do perfil que perdura até os dias de hoje, em que quatro setores se destacam: alimentos e bebidas, têxtil, química e minerais não metálicos. De lá para cá, o setor têxtil tem enfrentado sucessivas crises e vem perdendo importância na estrutura industrial, enquanto a atividade calçadista, de produção de bebidas e de minerais não metálicos ampliaram suas participações.

É importante sublinhar que os investimentos que estavam transformando a estrutura industrial do estado vão perder fôlego nos últimos anos da década, quando os desequilíbrios macroeconômicos da economia brasileira se aprofundaram. Ainda assim, a implantação desses empreendimentos propiciou que a produção industrial em Sergipe mantivesse uma trajetória de crescimento significativo em todo o período, tendo registrado uma expansão média de 5,5% ao ano entre 1980 e 1989, bem superior ao ritmo médio do país.


TABELA. SERGIPE. ESTRUTURA DO VALOR DA TRANSFORMAÇÃO INDUSTRIAL (VTI) EM 1980 E 1985 DA INDÚSTRIA GERAL. (%)
Gêneros
1980
1985
1985-1980
INDÚSTRIA GERAL
100
100
-
Têxtil
29,3
39,9
10,6
Produtos Alimentares
24,2
20,9
-3,3
Minerais Não Metálicos
13,4
13,6
0,2
Química
0,9
12,1
11,2
Vestuário/Calçados
7,7
4,2
-3,5
Mecânica
2,1
2,2
0,1
Editorial e Gráfica
1,4
1,1
-0,3
Metalurgia
3,9
0,8
-3,1
Mobiliário
0,9
0,7
-0,2
Madeira
1,2
0,7
-0,5
Couros/Peles/Similares
0,7
0,7
0
Diversos
8,3
0,7
-7,6
Extração de Minerais
0,6
0,5
-0,1
Bebidas
1,6
0,5
-1,1
Materiais Plásticos
0,9
0,5
-0,4
Mat.Elétrico/Comunicação
x
0,4
X
Fumo
1,1
0,3
-0,8
Papel e Papelão
0,5
0,2
-0,3
Material de Transporte
0,4
0,1
-0,3
Perfumaria/Sabão/Velas
0,3
0
-0,3
Produtos Farmacêuticos
x
x
X
Borracha
0,5
x
X
Fonte: IBGE. Censos industriais de 1980 e 1985.

Publicado no Jornal da Cidade, 08/09/2013 



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O PIB surpreendente


                                                                                                                   Ricardo Lacerda

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2013 surpreendeu positivamente até mesmo os mais otimistas a respeito da força da recuperação do nível de atividade econômica.

Na série sem efeitos sazonais, o PIB trimestral cresceu 1,53% na comparação com o 1º trimestre de 2013, o que significa que o PIB rodou nesse 2º trimestre ao ritmo de 6,3% em termos anualizados.  Em qualquer das séries que se observe, o resultado ficou acima do esperado, refletindo a aceleração da retomada do crescimento.  Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a taxa de crescimento acelerou de 1,9% para 3,3%, entre o 1º e 2º trimestres (ver Gráfico 1).  O PIB semestral cresceu 2,6%, o melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2011. Na série de quatro trimestres, a expansão acelerou de 1,2% para 1,9%.

Na série que compara com o mesmo trimestre do ano anterior, todos dos resultados desde meados de 2012 mostram aceleração, ainda que bastante moderada, e não perda de ritmo (ver Gráfico 1). Nesse último trimestre, a curva ganhou nova inclinação.

Fonte: IBGE


 Setorial

Um aspecto chama especial atenção. Dos pontos de vista setorial e dos componentes da demanda verificou-se uma mudança na qualidade do crescimento. Tanto na série em relação ao trimestre anterior, quanto em relação ao mesmo trimestre de 2012, a agricultura e a indústria cresceram mais do que o setor serviços e os investimentos mais do que o consumo das famílias e da administração pública (ver Gráfico 2).  

O setor agropecuário em 2013 vem se recuperando das agruras enfrentadas no ano passado, quando estiagens no centro-sul e no nordeste fizeram o PIB setorial recuar 2,3%.  Nesse primeiro semestre de 2013, o PIB agropecuário se expandiu notáveis 14,3%, e no 2º trimestre, 13%, na comparação com igual período do ano anterior.  Mesmo a atividade industrial, que mais havia sido atingida pelo longo período do real valorizado, apresentou no 1º semestre de 2013 o primeiro resultado positivo, na série semestral, desde o final de 2011.

Os investimentos que vinham desacelerando desde meados de 2012 confirmaram a retomada recente. Na série sem efeitos sazonais é o terceiro trimestre seguido do crescimento dos investimentos e o segundo na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, mesmo com resultados modestos.  




Fonte: IBGE

De qualquer ponto de vista, os resultados do 2º trimestre publicados na semana passada foram surpreendentemente bons.  É possível que esses movimentos já reflitam os primeiros efeitos positivos do conjunto de medidas adotadas desde o final de 2011 voltadas para a desoneração da produção e sejam também uma parte da resposta, com a defasagem normal nesses casos, à mudança anterior do patamar do cambio, em maio de 2012. 

Lanterna na proa

Não faltarão alertas de que os resultados do PIB do 2º trimestre mostraram uma tendência de retomada que não se sustentaria na segunda metade do ano. De fato, alguns indicadores têm sinalizado que teria havido um esfriamento na recuperação nos meses de julho e agosto, em parte por conta da queda de confiança por parte das famílias e dos empresários, em parte por conta das novas incertezas que emergiram com o anúncio da reversão da expansão monetária americana que antecipam elevações na taxa de juros com suas conseqüências no câmbio dos países emergentes, em parte devido ao agravamento do quadro político no oriente médio.

Considere-se, todavia, que caso se concretizem os renovados vaticínios pessimistas daqueles que não reconheciam nos últimos meses que a recuperação estava em curso e o PIB vier a estacionar nos 3º e 4º trimestres, ainda assim, a série livre de efeitos sazonais apontará uma taxa de crescimento de 2,5% em 2013.

O resultado do PIB de 2013 ainda não está dado. Mas o anúncio do PIB do 2º trimestre foi uma excelente notícia.


Publicado no Jornal da Cidade, em 01/09/2013




domingo, 25 de agosto de 2013

O dólar e o PIB



                                                                                                                   Ricardo Lacerda

A elevação da cotação do dólar nas últimas semanas reflete a anunciada, ainda não implementada, reversão da política monetária expansionista do banco central americano.  

A chamada facilitação quantitativa, que se encontra em sua terceira versão, injeta mensalmente até 85 bilhões dólares na economia americana por meio de aquisição de títulos públicos. Os sinais mais concretos de que a economia americana vem se recuperando nos últimos trimestres, ainda que em ritmo moderado, foi o sinal para que o Federal Reserve comunicasse que esse poderoso estímulo monetário deverá ser gradualmente retirado. A simples expectativa sobre os efeitos de sua progressiva desativação sobre as taxas de juros vem causando, literalmente, uma revolução nos mercados de câmbio em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Na semana passada, a moeda norte-americana chegou a ser cotada em R$ 2,45 quando a cotação média mensal em maio foi de R$ 2,03 (ver Gráfico 1). A cada novo salto, especialistas ajustam apressadamente suas previsões para o suposto novo ponto de equilíbrio; há um mês falava-se em R$ 2,40, na semana passada, alguns estipulavam R$ 2,70, mas, de fato, ninguém tem uma ideia mais sólida sobre o patamar em que vai estacionar.


Fonte: Banco Central do Brasil


Retomada

Mais difícil é avaliar os impactos da reversão da expansão monetária nos EUA sobre a evolução do PIB dos países emergentes e, especificamente, sobre o PIB brasileiro.  Desde o terceiro trimestre de 2012, o nível de atividade da economia brasileira, apesar de oscilações de alguns indicadores mensais, vem apresentando uma série consistente de crescimento, mesmo com aceleração bastante moderada, como é o caso da evolução do PIB trimestral, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. 

A publicação do resultado do PIB do segundo trimestre de 2012, no próximo dia 30, deverá confirmar essa tendência de lenta recuperação que, frente ao quadro muito difícil da economia mundial, é ainda um resultado positivo. 

A evolução trimestral do IBC-BR, indicador do nível de atividade do Banco Central, já apresentava taxa de 4% no segundo trimestre de 2013, frente ao mesmo trimestre do ano anterior (ver Gráfico 2).



Fonte: Banco Central do Brasil

A questão central que vem guiando as expectativas, melhor dizendo, as ansiedades, nas últimas semanas é se a elevação na cotação do dólar vai ser mais uma peça entre os fatores que podem se contrapor à modesta e já muito arrastada recuperação do nível de atividade interna.   Não há como negar que essa nova rodada de desvalorização do real frente ao dólar, iniciada em junho, adiciona graus de incerteza sobre a velocidade da retomada do crescimento.  

Não deixa de parecer paradoxal que um fato extremamente positivo para a recuperação da economia mundial, como a confirmação de que os Estados Unidos, a muito custo, vem superando o período de extremas dificuldades que vem se arrastando por sete anos, pode disseminar efeitos desestabilizadores sobre outros países.
Câmbio

O aparente paradoxo decorre de dois efeitos, com sinais opostos, que são propagados pela progressiva e moderada recuperação da economia americana, um sobre os juros e outro sobre a demanda.
Enquanto os estímulos de sua retomada sobre a economia mundial somente se farão sentir à medida em que o crescimento econômico impacte positivamente os fluxos comerciais, os efeitos financeiros e cambiais são imediatos e  têm potencial de desorganizar as economias dos países mais dependentes de afluxos de capitais externos para fechar o balanço de pagamento.

Há ainda o impacto da desvalorização do câmbio sobre os preços que, no caso particular do Brasil, poderia levar o Banco Central a prolongar o ciclo de elevação das taxas de juros, com efeitos negativos sobre o nível de atividade, embora seja razoável ponderar que os sinais mais recentes de esfriamento do consumo, podem (ou não) atenuar a capacidade das empresas de repassarem para preço aumentos de custos provenientes da desvalorização cambial.

Depois do tranco inicial, a desvalorização do câmbio trará efeitos muito benéficos para a economia brasileira, ajustando o nível de consumo à renda nacional, e, por outro lado, impulsionando a produção interna frente ao consumo de importados, com efeitos muitos positivos sobre a sustentabilidade do crescimento econômico no médio prazo. 

Publicado no Jornal da Cidade em 25/08/2013





domingo, 18 de agosto de 2013

A produção de petróleo em Sergipe nos anos oitenta


                                                                                                                    Ricardo Lacerda


O crescimento do PIB sergipano, desde o inicio dos anos setenta, esteve muito associado à evolução da produção do petróleo. Os períodos mais favoráveis na cotação internacional do produto impulsionaram as atividades de exploração, inaugurando ciclos de crescimento da produção. A expansão da produção e o efeito renda gerado pela elevação no preço concorreram para acelerar o crescimento do PIB sergipano acima das médias do Brasil e do Nordeste.

Em períodos de cotação mais baixa, ou em que a Petrobras priorizou a exploração em outras bacias petrolíferas, a produção local enfrentou dificuldades, com efeitos negativos sobre a evolução do PIB estadual. Somente a partir do final dos anos noventa, quando as politicas mais ativas de atração de investimentos começaram a apresentar resultados mais significativos, com maior diversificação do parque produtivo, e quando o setor de serviços passou a liderar a expansão da economia é que (sublinho que trata-se apenas de uma hipótese que lanço) a evolução do PIB sergipano passou a ter uma dependência relativamente menor da atividade de petróleo.

A evolução

Sergipe foi protagonista de alguns dos marcos mais significativos da evolução da exploração do petróleo no Brasil. A descoberta do campo de Carmópolis em 1963, o maior campo de terra do país, inaugurou a história do petróleo em Sergipe. Um segundo marco fundamental foi o campo de Guaricema, em 1968, primeiro campo marítimo do Brasil.

O período 1966-1970 é de acelerada expansão nessa etapa inicial da história do petróleo em Sergipe. O crescimento da produção foi determinante para que a Petrobras decidisse pela transferência, em 1969, da sede da antiga RPNE de Maceió para Aracaju, com fortes impactos sobre a economia local.

Entre 1970 e 1973, a produção de petróleo seguiu relativamente estável, sem apresentar crescimento mais significativo. Em 1974 a produção de petróleo do estado alçou novo patamar. O ano marcou o inicio do período de maior produção do estado, que se estendeu até o final da década de oitenta (ver gráfico).

A aceleração da produção e os saltos abruptos na cotação produto na década de setenta (o barril passou de US$ 3 para US$ 11, em 1974, e de US$ 14 para US$ 31, em 1979, em valores da época, nos chamados dois choques do petróleo) impulsionaram o crescimento da economia sergipana, que passou a apresentar as taxas mais elevadas de expansão do PIB da região Nordeste.

O período que vai de 1974 a 1989 é o de média anual mais elevada de produção de petróleo (ver Gráfico). A partir de 1990, a produção local iniciou uma trajetória descendente que somente é revertida, de fato, em 2003, já no governo do presidente Lula. Em 2007, a entrada em produção do campo de Piranema, em águas profundas, fez aproximar os níveis de produção com aqueles conhecidos nos anos oitenta.


Anos oitenta


Ao longo da década de 1980, a produção de petróleo de Sergipe manteve um patamar médio muito superior ao da década seguinte. O pico da produção de petróleo de Sergipe foi atingido em 1984, 18.530 mil barris. Nos anos seguintes, a produção anual ficou acima de 17 milhões de barris. Mas em 1990 ela já se retrai para o patamar de 16 milhões de barris, atingindo o ponto mais baixo em 1997, quando atingiu 12,08 milhões de barris. A produção nos anos noventa foi 20% abaixo da década anterior.



Fonte: Seplan-SE; Sudene; ANP.

Com a queda na cotação internacional do barril de petróleo a partir da segunda metade dos anos oitenta, que se acentuou na década de noventa, os investimentos na prospecção de novos poços na bacia de Sergipe e Alagoas inicialmente desaceleram-se e depois tornaram-se insignificantes. Os efeitos da retração da produção e da queda de preço sobre a evolução do nível de atividade da economia sergipana foram intensos.

Ao lado de outros fatores, concorreram para que o PIB sergipano tivesse evoluído abaixo dos ritmos de crescimento do país e da região Nordeste nos primeiros anos da década de noventa, depois de mais de duas décadas se expandindo mais rapidamente do que eles.


 Publicado no Jornal da Cidade em 18/08/2013